Política
25 de Abril. Os discursos dos partidos políticos na Assembleia da República
Da esquerda à direita, houve louvores e críticas por ocasião dos 52 anos do 25 de Abril. Recupere aqui os discursos na íntegra.
PSD condena esquerda "cada vez mais preconceituosa" e direita "cada vez mais radicalizada"
O líder parlamentar do PSD começou por vincar que “Abril não é dos cravos verdes nem dos cravos vermelhos. Abril é da bandeira de Portugal. Abril é de Portugal”.
“Aquele dia cravou na memória sons que não se ouviram. O silêncio dos cravos em vez das balas, o silêncio das lágrimas em vez dos gritos, o silêncio ensurdecedor de uma esperança proclamada”, lembrou.
“Hoje, como antes, a coragem não está em aderir ao pensamento dominante”, declarou o social-democrata. “Hoje a coragem está em enfrentar os extremismos, a demagogia e os divisionismos. Hoje há mais divisão e, por isso, mais desafios”.
“É preciso ter coragem para cumprir abril”, prosseguiu, considerando que “o democrata pleno é o que festeja o 25 de Abril e celebra, sem dúvidas, o 25 de Novembro”.
Hugo Soares defendeu ainda que “o democrata pleno é o que saúda os capitães de Abril, mas não esquece a memória de Pires Veloso ou de Jaime Neves”, e que “o democrata pleno combate o radicalismo mas aceita o veredito do povo”, já que “o povo não é o que nos convém, o povo é sempre soberano”.
“A ala esquerda tem medo da palavra ‘pátria’. A ala direita baniu a palavra ‘humanismo’”, afirmou, acrescentando que “num Parlamento como este, que o povo soberano escolheu”, a esquerda é “cada vez mais preconceituosa” e a direita “cada vez mais radicalizada”.
“O humanismo transformador está mesmo na moderação. Na nossa moderação”, acrescentou. Ventura critica verbas gastas nas celebrações do 25 de Abril
O líder parlamentar do PSD começou por vincar que “Abril não é dos cravos verdes nem dos cravos vermelhos. Abril é da bandeira de Portugal. Abril é de Portugal”.
“Aquele dia cravou na memória sons que não se ouviram. O silêncio dos cravos em vez das balas, o silêncio das lágrimas em vez dos gritos, o silêncio ensurdecedor de uma esperança proclamada”, lembrou.
“Hoje, como antes, a coragem não está em aderir ao pensamento dominante”, declarou o social-democrata. “Hoje a coragem está em enfrentar os extremismos, a demagogia e os divisionismos. Hoje há mais divisão e, por isso, mais desafios”.
“É preciso ter coragem para cumprir abril”, prosseguiu, considerando que “o democrata pleno é o que festeja o 25 de Abril e celebra, sem dúvidas, o 25 de Novembro”.
Hugo Soares defendeu ainda que “o democrata pleno é o que saúda os capitães de Abril, mas não esquece a memória de Pires Veloso ou de Jaime Neves”, e que “o democrata pleno combate o radicalismo mas aceita o veredito do povo”, já que “o povo não é o que nos convém, o povo é sempre soberano”.
“A ala esquerda tem medo da palavra ‘pátria’. A ala direita baniu a palavra ‘humanismo’”, afirmou, acrescentando que “num Parlamento como este, que o povo soberano escolheu”, a esquerda é “cada vez mais preconceituosa” e a direita “cada vez mais radicalizada”.
“O humanismo transformador está mesmo na moderação. Na nossa moderação”, acrescentou. Ventura critica verbas gastas nas celebrações do 25 de Abril
Num gesto semelhante ao do ano passado, o líder do Chega apresentou-se de cravo verde na lapela, que afirmou ser “símbolo da nossa comunidade portuguesa no mundo inteiro”.
André Ventura assinalou no discurso que o 25 de Abril deve ser o dia “da liberdade de todos” e que o partido que lidera pretende assumir “a nossa história como um todo”. “Esta enorme nação começou há muitos séculos atrás”, vincou. Para o presidente do Chega, “mais importante que a reforma do Estado ou a reforma laboral” são as reformas “miseráveis” de muitos idosos.
Criticou ainda “os que foram cantar para o Largo do Carmo, andar com flores para a frente e para trás”, os gastos com “cravos”, os pedidos de museus e as despesas com as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril ao longe de dois anos, enquanto se esquecem os antigos combatentes. “Eles são parte da nossa história”, assinalou.
“Mais do que cravos”, os portugueses querem acesso à habitação ou à saúde e um país sem corrupção, disse André Ventura, lembrando que “nunca tantos tiveram seguros de saúde para ter direito a uma saúde que o país lhe prometeu”.
Para o líder do Chega, nasceu em Portugal “uma nova classe de silenciados”. Neste ponto, aproveitou para elencar vários problemas no país e ligá-los aos temas recorrentes do partido, com um discurso contra a imigração e a comunidade cigana e em defesa das forças de segurança.
Os portugueses “não querem mais cravos e flores, querem ter voz”, afirmou ainda.
Carneiro diz que "a liberdade, sem uma vida decente, é incompleta"André Ventura assinalou no discurso que o 25 de Abril deve ser o dia “da liberdade de todos” e que o partido que lidera pretende assumir “a nossa história como um todo”. “Esta enorme nação começou há muitos séculos atrás”, vincou. Para o presidente do Chega, “mais importante que a reforma do Estado ou a reforma laboral” são as reformas “miseráveis” de muitos idosos.
Criticou ainda “os que foram cantar para o Largo do Carmo, andar com flores para a frente e para trás”, os gastos com “cravos”, os pedidos de museus e as despesas com as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril ao longe de dois anos, enquanto se esquecem os antigos combatentes. “Eles são parte da nossa história”, assinalou.
“Mais do que cravos”, os portugueses querem acesso à habitação ou à saúde e um país sem corrupção, disse André Ventura, lembrando que “nunca tantos tiveram seguros de saúde para ter direito a uma saúde que o país lhe prometeu”.
Para o líder do Chega, nasceu em Portugal “uma nova classe de silenciados”. Neste ponto, aproveitou para elencar vários problemas no país e ligá-los aos temas recorrentes do partido, com um discurso contra a imigração e a comunidade cigana e em defesa das forças de segurança.
Os portugueses “não querem mais cravos e flores, querem ter voz”, afirmou ainda.
“O 25 de Abril foi mais do que uma revolução. Foi um sobressalto moral que deu voz a todas e a todos, que devolveu o futuro aos jovens, que restituiu o valor dos ideais de vida em sociedade”, começou por afirmar o secretário-geral do PS.
José Luís Carneiro lamentou também a “teimosia colonista” que levou Portugal para a guerra.
“Nunca devemos esquecer: sempre que damos uma mão à guerra e nos tornamos cúmplices dela, também seremos parte das suas vítimas”, avisou o socialista, defendendo que “devemos estar do lado certo do direito internacional”.
No seu discurso, o líder do PS disse ainda que “Abril devolveu aos portugueses o direito de pensar sem medo, de falar sem censura, de escolher quem governa e de pedir contas a quem governa”.
“Há desigualdades que persistem e outras que se agravam, um crescimento económico débil e dificuldades às quais é necessário responder”, nomeadamente o custo de vida, a habitação ou a saúde.
“A liberdade, sem uma vida decente, é incompleta”, salientou, defendendo que o PS é “a alternativa credível e de confiança para servir Portugal”.
Portugueses fazem as escolhas possíveis tal como há 52 anos, diz Mariana Leitão da IL
No primeiro discurso como líder do partido, Mariana Leitão saudou a mudança política que o 25 de Abril trouxe, com o “fim do império” virado para África e a “adesão à comunidade de estados europeus”.
Argumenta que essa foi a escolha dos portugueses que emigravam e faziam negócios com a Europa.
O 25 de Abril “não foi uma imposição política”, os portugueses “anteciparam-se da maneira que lhes era possível”.
Salientou a Revolução de Abril como “o início da terceira vaga de democratização que varreu o mundo até ao final do século XX” e que “por um momento voltámos a ser pioneiros”.
No entanto, após décadas de “estagnação” e “pântano”, a situação no país “alimentou oportunistas da esquerda à direita que dão voz à zanga, mas não às soluções”
Perante a “estagnação do nível de vida”, os portugueses “foram novamente embora”. Assim como na procura de hospitais privados ou escolas privadas, as escolhas possíveis aos portugueses perante a situação com que se deparam, afirmou Mariana Leitão.
“Abril quis um país livre, livre também de quem em nome de Abril pretende que nada mude”, acrescentou.
"A ditadura militar nasceu na violência", vinca Rui Tavares
Argumenta que essa foi a escolha dos portugueses que emigravam e faziam negócios com a Europa.
O 25 de Abril “não foi uma imposição política”, os portugueses “anteciparam-se da maneira que lhes era possível”.
Salientou a Revolução de Abril como “o início da terceira vaga de democratização que varreu o mundo até ao final do século XX” e que “por um momento voltámos a ser pioneiros”.
No entanto, após décadas de “estagnação” e “pântano”, a situação no país “alimentou oportunistas da esquerda à direita que dão voz à zanga, mas não às soluções”
Perante a “estagnação do nível de vida”, os portugueses “foram novamente embora”. Assim como na procura de hospitais privados ou escolas privadas, as escolhas possíveis aos portugueses perante a situação com que se deparam, afirmou Mariana Leitão.
“Abril quis um país livre, livre também de quem em nome de Abril pretende que nada mude”, acrescentou.
"A ditadura militar nasceu na violência", vinca Rui Tavares
Rui Tavares, porta-voz do Livre, lembrou que “a ditadura e, depois, o Estado Novo, nasceram na corrupção e no clientelismo”.
“Um dos correligionários de Salazar e de Cerejeira esteve envolvido na maior fraude financeira da história do país e uma das maiores do mundo”, disse no seu discurso.
“A ditadura militar nasceu na violência”, continuou. “A ditadura foi violenta, foi repressiva, foi censória”.
Criticou ainda o Governo por ter “adiado durante anos a adiar o projeto do Centro Interpretativo do 25 de Abril” e por tê-lo agora “deslocá-lo para a Pontinha”.
“O 25 de Abril merece estar no centro simbólico do nosso Estado”, defendeu, apelando aos portugueses que assinem a petição para o Museu Nacional do 25 de Abril em abrilnositiocerto.pt.
Críticas ao pacote laboral no discurso de Alfredo Maia, do PCP
“Um dos correligionários de Salazar e de Cerejeira esteve envolvido na maior fraude financeira da história do país e uma das maiores do mundo”, disse no seu discurso.
“A ditadura militar nasceu na violência”, continuou. “A ditadura foi violenta, foi repressiva, foi censória”.
Criticou ainda o Governo por ter “adiado durante anos a adiar o projeto do Centro Interpretativo do 25 de Abril” e por tê-lo agora “deslocá-lo para a Pontinha”.
“O 25 de Abril merece estar no centro simbólico do nosso Estado”, defendeu, apelando aos portugueses que assinem a petição para o Museu Nacional do 25 de Abril em abrilnositiocerto.pt.
Críticas ao pacote laboral no discurso de Alfredo Maia, do PCP
O deputado comunista deixou elogios aos “resistentes anti-fascistas” dos vários quadrantes políticos e lembrou os anos de “tenebrosa noite”, referindo-se à ditadura.
No início da intervenção, leu os nomes de várias figuras que morreram na luta contra o fascismo. “Muitos perderam a vida a lutar pela liberdade”, vincou, lembrando ainda a tortura da polícia política, a “vigilância e devassa” e o envio de jovens para “uma guerra sem sentido”, em referência à guerra colonial. Alfredo Maia lembrou ainda as tentativas de golpe, ataques violentos contra sedes de partidos de esquerda e sindicatos levados a cabo pelo ELP, MDLP e “outras organizações de extrema-direita entre maio de 1975 e abril de 1977”.
“Até ao último minuto tentaram tudo. Não conseguiram impedir a aprovação da constituição mais democrática da Europa”, afirmou.
O deputado comunista faz a ligação com a atualidade, considerando que as últimas décadas em liberdade têm sido também de luta contra os retrocessos.
“É nesse trajeto de retrocesso que se insere o pacote laboral com que o patronato, o Governo e a direita que o servem pretendem esmagar os direitos dos trabalhadores e impor ainda mais exploração e injustiça”, apontou.
CDS-PP diz que "Abril não tem donos", "é do povo"No início da intervenção, leu os nomes de várias figuras que morreram na luta contra o fascismo. “Muitos perderam a vida a lutar pela liberdade”, vincou, lembrando ainda a tortura da polícia política, a “vigilância e devassa” e o envio de jovens para “uma guerra sem sentido”, em referência à guerra colonial. Alfredo Maia lembrou ainda as tentativas de golpe, ataques violentos contra sedes de partidos de esquerda e sindicatos levados a cabo pelo ELP, MDLP e “outras organizações de extrema-direita entre maio de 1975 e abril de 1977”.
“Até ao último minuto tentaram tudo. Não conseguiram impedir a aprovação da constituição mais democrática da Europa”, afirmou.
O deputado comunista faz a ligação com a atualidade, considerando que as últimas décadas em liberdade têm sido também de luta contra os retrocessos.
“É nesse trajeto de retrocesso que se insere o pacote laboral com que o patronato, o Governo e a direita que o servem pretendem esmagar os direitos dos trabalhadores e impor ainda mais exploração e injustiça”, apontou.
João Almeida, do CDS-PP, começou por destacar que, em 1974, “desde a primeira hora, a fação que dominava o MFA e o PCP tentou condicionar o sentido da revolução e o horizonte de liberdade que a mesma abria”.
“Ainda durante o PREC o regime foi conhecendo alguns donos que pretendiam sequestrar a liberdade e impedir a consolidação da democracia”, continuou.
“Portugal viveu um período crítico no qual a verdade oficial era comunista, o caminho obrigatório era para o socialismo e os donos do regime queriam impedir o livre exercício da vontade popular”, afirmou, recebendo aplausos das bancadas do PSD e do Chega.
João Almeida quis saber por que razão “há medo de celebrar o 25 de Novembro”, de fazer reformas, de “pôr em casa os donos de regime” ou de rever a Constituição.
“Abril não tem donos”, vincou. “Abril é do povo. Abril dispensa tutelas, guardiães e donos. Aqui, todos temos a mesma legitimidade para o assinalar”.
“Ainda durante o PREC o regime foi conhecendo alguns donos que pretendiam sequestrar a liberdade e impedir a consolidação da democracia”, continuou.
“Portugal viveu um período crítico no qual a verdade oficial era comunista, o caminho obrigatório era para o socialismo e os donos do regime queriam impedir o livre exercício da vontade popular”, afirmou, recebendo aplausos das bancadas do PSD e do Chega.
João Almeida quis saber por que razão “há medo de celebrar o 25 de Novembro”, de fazer reformas, de “pôr em casa os donos de regime” ou de rever a Constituição.
“Abril não tem donos”, vincou. “Abril é do povo. Abril dispensa tutelas, guardiães e donos. Aqui, todos temos a mesma legitimidade para o assinalar”.
Fabian Figueiredo: Pós-25 de Abril é "o melhor período da história de Portugal"
O deputado do Bloco de Esquerda começou por cumprimentar os deputados da Assembleia Constituinte e considerou que a democracia obrigada "a aturar-nos uns aos outros".
No entanto, a “tolerância da diferença” não obriga à “ingenuidade perante quem quer destruir o debate de ideias”.
“O pluralismo constrói-se na elevação do confronto de ideias, não na sua degradação propositada. A gritaria constante não é coragem política, é apenas a coreografia cobarde do vazio”, assinalou. Fabian Figueiredo argumentou que o ´meio século de liberdade” após o 25 de Abril “foi e é, de forma objetiva, o melhor período da história de Portugal, a época áurea da nossa história coletiva”.
Reconhece os problemas da atualidade, mas que estes devem ser resolvidos “em liberdade”.
"O 25 de Abril não é um museu de boas intenções, é uma oficina viva que exige as mãos de cada geração", vincou.
PAN considera que "não estamos a cumprir Abril"
A porta-voz do PAN, Inês Sousa Real, começou o discurso vincando que “Abril foi, é e será sempre liberdade com compaixão”.
“Celebrar Abril não pode ser apenas celebrar o passado. Temos de questionar-nos todos os anos se estamos a cumprir essa promessa”, defendeu, considerando que “ainda não estamos”, já que permanecem problemas na habitação, nos salários, na violência doméstica, no clima ou no bem-estar animal.
A deputada vincou ainda que Abril falha quando permitimos que outras formas de violência prevaleçam, nomeadamente no discurso de ódio, vincando que muitas vezes “a política transforma-se num campo de batalha identitário”.
“O populismo substitui o confronto de argumentos pelo choque de pertenças, já não se procura convencer, procura-se esmagar”, criticou, dizendo que “isto é o contrário ao espírito de Abril”. JPP: "Democracia não se fortalece na gritaria"
A porta-voz do PAN, Inês Sousa Real, começou o discurso vincando que “Abril foi, é e será sempre liberdade com compaixão”.
“Celebrar Abril não pode ser apenas celebrar o passado. Temos de questionar-nos todos os anos se estamos a cumprir essa promessa”, defendeu, considerando que “ainda não estamos”, já que permanecem problemas na habitação, nos salários, na violência doméstica, no clima ou no bem-estar animal.
A deputada vincou ainda que Abril falha quando permitimos que outras formas de violência prevaleçam, nomeadamente no discurso de ódio, vincando que muitas vezes “a política transforma-se num campo de batalha identitário”.
“O populismo substitui o confronto de argumentos pelo choque de pertenças, já não se procura convencer, procura-se esmagar”, criticou, dizendo que “isto é o contrário ao espírito de Abril”. JPP: "Democracia não se fortalece na gritaria"
Filipe Sousa, deputado único do JPP, foi o primeiro a discursar no Parlamento. “Há datas que não pertencem apenas ao calendário. Pertencem à consciência de um povo”, começou por dizer.
“Abril ensinou-nos que a liberdade não é um dado adquirido. É uma construção diária, exigente, imperfeita, mas profundamente humana”, vincou.
O líder do JPP lembrou ainda que “foi nas ruas, nas vozes simples, nos gestos anónimos que se ergueu um país que recusou continuar calado”.
Disse ainda que o ódio corrói e que “a democracia não se fortalece na gritaria nem na exclusão ou na simplificação perigosa de problemas complexos”, mas sim “no respeito, na escuta, na empatia”.
“Abril ensinou-nos que a liberdade não é um dado adquirido. É uma construção diária, exigente, imperfeita, mas profundamente humana”, vincou.
O líder do JPP lembrou ainda que “foi nas ruas, nas vozes simples, nos gestos anónimos que se ergueu um país que recusou continuar calado”.
Disse ainda que o ódio corrói e que “a democracia não se fortalece na gritaria nem na exclusão ou na simplificação perigosa de problemas complexos”, mas sim “no respeito, na escuta, na empatia”.